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quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Welcome 2012

Plano B



Quem faz plano B, quando o plano A parece infalível?

Multidão, muvuca e um telão. Nada de glamour, riqueza ou álcool. Quem quer ficar num lugar assim? Não nós!

Mais do que rapidamente pulamos as grades e fomos procurar nosso rumo. O plano B foi criado ali, na hora, de frente para um restaurante mexicano muito simpático e com mesa livre. Muitos latinos em volta, muita gente feliz e alguns balões de gás espalhados deixava o ambiente interessante.

Logo pensamos, "Se estamos num restaurante mexicano, vamos beber drinks mexicanos... Dois mojitos, por favor!", e de entrada alguma coisa que eu não sei bem o que era, mas que era muito gostosa. E enquanto conversávamos, Lara e eu, sobre a vida, o universo e tudo mais, nos deliciamos com um salmão MA-RA-VI-LHO-SO no prato principal. A sobremesa era alguma coisa que eu não lembro mais, mas que foi motivo para uma dissertação sobre coisas gostosas, e elegemos aquela como uma das “mais mais” de todos os tempos.

Conversa vai, conversa vem, comida chega, comida acaba, nos encantamos com uma BIG TAÇA na mesa ao lado. Eram taças coloridas e as pessoas que estavam com uma, pareciam muito felizes. Mais que rapidamente tratamos de pedir uma taça com felicidade dentro. O nome da felicidade era margarita, e estava muito boa.

Nada mais de drinks, nada mais para comer, voltamos para o hotel. Mas era noite de réveillon, e 2012 precisava ser bem recebido. Voltamos para rua, compramos uma garrafa de CÎROC, afinal, merecíamos uma festa ‘like a boss’, né? Estávamos em Nova Iorque e hospedados na Times Square!

Começamos a beber no quarto do hotel e ver a festa da vizinhança pela televisão, mas não demorou muito pro Tio Nivaldo aparecer e carregar a gente pro saguão do hotel e curtir o fim da noite com a Dayse, Mariana, Carol e Isabela.

No final, chegamos à conclusão, Lara e eu, que o réveillon de NY é bom, mas que precisamos, algum dia, num futuro não tão distante, voltar e fazer o plano A dar certo!


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

DON'T PUSH

Plano A




O plano era simples, claro e infalível: 2 p.m. do dia 31 de dezembro vamos para a Times Square, pegamos o melhor lugar, assistimos todos os shows, e meia noite vemos a bola cair. O que poderia dar errado nisso?

O plano foi traçado às 11 p.m. do dia 30, na porta da M.A.C., de frente para o palco, que receberia, no dia seguinte, Lady Gaga, Justin Bieber, Pitbull e Drake. Provavelmente nossas palavras ecoaram e se propagaram como ondas nas mentes das outras milhões de pessoas que por ali passavam.

Finalmente dia 31, lá pelas 2h30 p.m., depois de almoçar, saímos, Lara e eu, para nossa missão. Logo de cara vimos uma multidão correndo, muito carro de polícia e nada de novidade... bem, isso nos 10 primeiros minutos, até entrarmos de verdade na Times Square.

A primeira hora foi a mais engraçada. Estávamos tão apertados, que se quiséssemos, poderíamos ter levitado, e não há Mister M que consiga nada igual. Naquele dia eu não tinha a menor noção de tempo, mas não demorou muito para que algumas pessoas começassem a se alterar. ‘DON’T PUSH!’, gritavam os gringos. Estávamos no meio do novo recorde de réveillon de Nova Iorque. Éramos dois das 2 milhões de pessoas chiques que decidiram receber 2012 em grande estilo.

Ouvimos choros. Era uma criança de aproximadamente nove anos e que provavelmente não conseguia ver a luz do sol, já que era da altura do ombro da maioria das pessoas em volta. Na hora deu vontade de puxar a mãe pelo cabelo, esbofetear a cara e perguntar “Sua estúpida, o que você tem na cabeça para trazer uma criança pro meio desse furdunço?”. Mas como não sei falar inglês, nem me dei ao trabalho de dar o corretivo.

O mais engraçado é que nada está tão apertado que não possa apertar mais. Mesmo sem espaço nem para respirar, uma determinada hora um camarada desmaiou, e ignorando todas as leis de Newton, conseguimos abrir espaço para o corpo passar. Nessa hora, nem me importava mais com o meu pé, só me importava em ter certeza que minha priminha loira dos olhos verdes não estava embaixo deles ou de outros. 

Êta sufoco, viu?