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quinta-feira, 29 de março de 2012

Equilíbrio

Não importa a horas que eu durma, se eu tiver que acordar às 6h50 da manhã, ainda estarei com sono e de mau humor. Mas como tudo na vida tem o lado positivo, o tempo que eu passo no ônibus e no metrô é a conta exata do tempo que me faltou na cama, então, aproveito para dormir.

Sempre que me pego pensando nesse tipo de coisa, me sinto mal e me acho preguiçoso, até o dia que descubro que não sou o único. E nesse caso, ainda me sinto humilhado por não ter o equilíbrio que os canadenses têm. Não, eu não falo do equilíbrio emocional, falo do equilíbrio físico mesmo, aquele em que o estado do corpo se mantém sobre um apoio, sem se inclinar para nenhum dos lados.

Tiro o chapéu quando entro no metrô e não tem nenhuma cadeira livre, mas lá está ele, de pé, alto, com uma roupa social, cabelo com gel, barba feita, pasta de couro em uma das mãos e a outra segurando a barra de segurança enquanto aproveita seus últimos minutos de sono antes de começar o expediente. E enquanto a vida passa, enquanto milhares de vida passam, o corpo fica inerte e o pensamento voa longe, mas só até o momento em que ouve: Arriving at Bay, Bay Station. Nesse momento, os olhos abrem e o corpo desperta, tudo numa elegância e discrição de dar inveja, e finalmente o seu dia começa. 



p.s.: Texto ainda sem imagem!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Melhor custo-benefício

Estou amando, e o meu amor é de plástico. Ele cabe na palma da minha mão e está sempre no meu bolso. Com ele vou a lugares incríveis. Ela nunca falhou. Nunca me deixou na mão. Eu não saberia como viver se o perdesse. Quando eu o apresento, todos me deixam passar, todas as portas se abrem. Ele me dá O Poder. Meu amor é lindo, mas já já vai ficar inútil, então vou ter que comprar um novo amor. Tem gente que diz que o meu amor é caro, ou 'too expensive', mas eu discordo. Em matéria de custo-benefício, ele é o melhor, afinal, quem mais me incentivaria a descobrir novos e maravilhosos lugares e fazer fotos lindas, senão ele? Ele é maravilhoso!


Eis o meu amor. Meu Metropass, que custa 104 Dólares Canadense, é mensal e me permite andar de ônibus, metrô e streetcar, que é uma espécie de bonde urbano, de maneira ilimitada, a qualquer hora do dia ou da noite. Em ônibus ou streetcas, basta apresentar o cartão, e nas estações de metrô, ele funciona de forma magnética. 
Esse pedacinho de plástico tem salvado minha vida de 'recém chegado' na cidade grande. Aqui, posso me perder, ou me achar, a vontade, sem medo, que o máximo que vai me acontecer é esperar no frio algum 'Bluenight' da vida passar e me pegar!


p.s.: Ficou curioso pra saber o que são os 'Bluenights'? Continua passando por aqui, que aposto que um dia isso vira texto, ou corre no google.ca e procura.